São medicamentos que contêm o mesmo princípio ativo, a mesma dosagem e forma farmacêutica, concentração e comportamento no organismo humano que seus respectivos medicamentos de referência. São comercializados somente com o nome do princípio ativo e apresentam-se no mercado como uma opção ao consumidor quanto aos preços.
O que é o princípio ativo?
É a principal substância química existente na fórmula do medicamento, responsável pelo seu efeito terapêutico. Por exemplo, o princípio ativo da Aspirina é o ácido acetilsalisílico.
O que são medicamentos de referência?
São aqueles cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente pelos laboratórios que os desenvolveram e registraram sua fórmula junto ao Ministério da Saúde. São medicamentos que compõem uma lista elaborada pela ANVISA, comercializados há bastante tempo no mercado e que se utilizam, em sua embalagem, de um nome comercial ou de uma marca conhecida e registrada.
O que são medicamentos similares?
São aqueles que utilizam o mesmo princípio ativo dos de referência, apresentam a mesma concentração sem, no entanto, garantirem igual comportamento no organismo humano, por não terem passado por testes de laboratório. Atualmente, não podem ser mais comercializados com o nome do princípio ativo, devendo apresentar um nome fantasia. Somente o médico pode autorizar a troca do medicamento de referência pelo similar.
Como identificar os medicamentos existentes no mercado brasileiro?
A diferença está na embalagem.
O medicamento genérico contém, em sua embalagem externa, logo abaixo do princípio ativo que o identifica, a frase "Medicamento Genérico – Lei 9.787/99".
Além disto, de acordo com a Resolução nº. 47, de 28/03/2001, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, os medicamentos genéricos devem apresentar, para facilitar a sua distinção dos demais, uma letra "G" e as palavras "Medicamento Genérico" em cor azul e colocadas sobre uma tarja amarela.
Os medicamentos genéricos fazem o mesmo efeito que os de referência?
Por serem medicamentos idênticos aos de referência, apresentam a mesma eficácia clínica, a mesma segurança e o mesmo comportamento em nosso organismo.
Quem garante os genéricos?
Somente após terem sido testados e aprovados por laboratórios habilitados junto à ANVISA, órgão do Ministério da Saúde, é que estes medicamentos recebem o registro de "genéricos" e podem ser comercializados com esta identificação.
Existe vantagem em se comprar medicamentos genéricos?
Por serem produzidos por diversos laboratórios os medicamentos genéricos são, em geral, mais baratos. Mas lembre-se: um mesmo "genérico" pode apresentar preços diferentes.

OBS:
Durante a consulta, solicite que seu médico prescreva, além do medicamento de referência, outras alternativas, como, por exemplo, o medicamento genérico correspondente.
A prescrição do medicamento genérico somente é obrigatória nos atendimentos públicos (SUS).
Se o seu médico não optar pelo genérico, deverá escrever esta observação na receita, de próprio punho, e de forma clara e legível.
Caso ele não faça restrições à troca do medicamento de referência pelo genérico, saiba que, na farmácia, somente o farmacêutico responsável poderá fazer a substituição de um pelo outro. O balconista jamais poderá fazer a troca.
A lista atualizada de genéricos aprovados pela ANVISA deve estar sempre à sua disposição nos balcões das farmácias.
(Retirado do site: http://www.procon.sp.gov.br)









9 comentários:
Bom dia Vivian, tudo bem ?
adoro seu blog, acompanho ele sempre, e a maioria das noticias imprimo e coloco no mural da minha farmacia ! =)
contiue postando, visito aki todos os dias !!! Bjosss
Oiii Gabriele!!!
td certinho???
Obrigada pelo carinho...fico feliz quando alguem lê meu blog!!!
E mais feliz ainda qdo gostam!!!hehehe
Mas eu quero saber um pouquinho de vc...vc é farmacêutica???mora aonde???sua idade???seu e-mail...
Gabriele...fique à vontade em meu blog!!!e qualquer dúvida estou aqui!!!
Se tiver alguma sugestão, ou algo interessante para postarmos no blog, é só me mandar por e-mail...
bjoooo
Oi Vivi!
hoje é a primeira vez que venho em seu blog e quero te parabenizar pelas matérias....eu estava pesquisando sobre os erros dos genéricos ate que encontrei seu blog!Bom primeiramente eu nao concordo com vc em dizer que genérico é a mesma coisa.Porque?
Simples minha avó tomou genérico e foi parar no hospital por causa do genérico....ou seja, eu nao tenho motivou para acreditar que generico é a mesma coisa!e se eles sao tao eficaz quanto os outros porque o preco varia tanto?
me desculpe qualquer coisa!
até mais!
Oi Isabela!
Seja bem-vinda no meu blog! Fico contente quando alguém encontra o meu blog.
Bom, eu não entendi direito o que aconteceu...Erro dos genéricos? Como assim? O que que causou a ida da sua vó para o hospital? O fato de ela ter trocado o medicamento de referência pelo genérico? Daí o genérico não fez efeito? é isso? O que sua vô tinha quando precisou tomar o medicamento? Qual era o medicamento?
Porque assim... os medicamentos genéricos surgiram por alguns fatores, e um dos principais motivos foi barratear o custo dos medicamentos para uma porcentagem maior de pessoas terem acesso ao medicamento, ou seja, o preço foi um dos motivos da entrada dessa nova classe de medicamentos para o mercado farmacêutico, portanto, o preço mais baixo não influencia a qualidade do medicamento genérico. O medicamento genérico não tem nome de marca, assim, as empresas não gastam em propagandas, isso torna o medicamento mais barato; com o genérico não foi preciso ficar anos estudando a sua fórmula e efeito, isso já estava pronto, outro motivo para ser mais barato.
Agora em relação a qualidade dos genéricos, eles realmente têm que ser idênticos, e não parecidos, ao medicamento original/de referência. Sua fórmula é igual, seu efeito é igual, sua dose é igual, tudo é igual ao outro, então, teoricamente, tem que fazer o mesmo efeito que outro, nem mais, nem menos. E isso não sou eu quem tô dizendo, é a legislação que especifica isso tudinho. Ou seja, para um medicamento ser genérico ele precisa provar que é igual ao outro através de testes. E a fiscalização (ANVISA - agencia nacional de vigilancia sanitaria) existe e é ela que regula a saída deles para o mercado. Se o motivo do erro com a sua vó foi não fazer o efeito esperado, talvez o que possa ter acontecido é um desvio de qualidade por parte do laboratório fabricante, e assim através do lote do medicamento dá para se ter uma idéia do que aconteceu...ou talvez não seria essevo medicamento mais indicado para a sua vó e daí o outro faria a mesma coisa; o medicamento realmente era o genérico (tinha a faixa amarela indicando)? não sei o que aconteceu...são só hipóteses...Logo, gostaria de saber certinho o que que aconteceu, qual foi o motivo de isto ter ocorrido.
Eu confio nos medicamentos genéricos, indico para meus clientes e também os uso sempre que necessário, e até agora em nenhuma vez eles não fizeram o efeito esperado para mim.
Ah...um detalhe, na farmácia é o cliente que escolhe se quer levar o medicamento de referência ou o genérico, somente ele pode decidir na hora da compra. Nós farmacêuticos apenas mostramos que existem os dois. O cliente decide.
Estarei esperando as respostas para tentar descobrir o que realmente aconteceu.
Um ótimo finalzinho de domingo pra vc! t+
Os medicamentos genéricos são feitos em laboratórios não tão confiáveis assim.Definitivamente não são a mesma coisa.Eles podem até ter um custo mais barato, mas que seu efeito será o mesmo disso eu já não posso garantir.Não foi apenas a minha avó que se sentiu mal após usar o remédio, isso já havia acontecido outras vezes em minha família.E logo depois de o genérico ser cortado os sintomas indesejados sumiram.Eu não posso lhe informar qual foi o medicamento ao certo,porque realmente eu não estou ciente.Porém,tenho a certeza de que era genérico.Meu pai é médico e ele não indica genérico em momento algum, pois já ocorreram casos de pessoas conhecidas com efeitos colaterais.E não é alergia ao remédio ou algo do tipo.Até porque já se usava o original antes, e depois que usou o genérico que não obteve eficiência.
Pode até ser que o uso de genérico para doenças pequenas que não causam nada muito grave seja eficaz,mas por exemplo, um problema de pressão já não é o indicado.
Me desculpe pelo jeito.Ou por discordar.
Aguardo respostas.
Boa noite Isabela!
Primeiramente quero dizer que não estou defendendo o uso dos medicamenos genéricos, estou dando apenas a minha opinião. Logo que eles surgiram eu não tinha "simpatizado" muito com eles, acredite, demorou para isso acontecer.
Para ser sincera eu acredito que talvez possa haver diferenças entre marcas, por exemplo, eu trabalho com marcas que eu acredito serem confiáveis, então eu seleciono os laboratórios que eu imagino estarem de acordo com as especificações.
Um outro exemplo: muitos medicamentos genéricos são fabricados pela mesma indústria que fabrica os de referências/originais. E daí eu me pergunto? Será que esse laboratório produz duas linhas de medicamentos relacionados a qualidade, ou seja, faz um medicamento com matéria prima de boa qualidade e compra uma matéria prima ruim e de má qualidade para fazer o genérico? Eu duvido que isso aconteça! Acho que é uma matéria prima só. Logo não haveriam diferenças. Vou dar um exemplo: a amplacilina é o nome de marca do laboratório Eurofarma. A própria Eurofarma produz o seu genérico, a ampicilina. Outro exemplo: o nisulid é o ético do laboratório Ache, o qual também produz o seu genérico, a nimesulida. A empresa Ache se juntou com a Biossintética nessa área e estão lançando vários medicamentos genéricos. Um último exemplo: o reductil é fabricado pelo mesmo laboratório que produz o seu genérico, a sibutramina. Então, o que vc me diz sobre isso? Eu acredito que nesses casos não há diferença de eficácia entre o ético e o genérico. E existem vários casos assim. Uma idéia: talvez seu pai poderia indicar o medicamento genérico juntamente com o nome do laboratório que ele confia. Por exemplo: Amoxicilina - Medley.
Outra coisa: muitas farmácias na hora de vender trocam o medicamento e indicam um similar, só que dizem que é o genérico, entende? Daí o paciente acha que tá levando o genérico e não está. Esses medicamentos similares não têm a qualidade de um genérico. Daí estragam a "reputação" do genérico. Logo, na maioria das vezes eu explico para os meus clientes como é o medicamento genérico (tem q ter a faixa amarela indicando). Essa é uma prática ilegal que ocorre em muitas farmácias. Portanto, como temos confiança num médico, e elegemos ele para cuidar da nossa família, talvez seria interessante ter um farmacêutico confiável também.
Eu tenho clientes que não compram genéricos de jeito nenhum por que dizem que não faz efeito e também tenho clientes que só levam o genérico porque ele relmente faz efeito, tanto para tratamento de hipertensão, diabetes, depressão...
O que falar sobre isso??? Não sei mesmo! É um assunto complicado. A ética hoje em dia não está tão presente como deveria estar...
Ps.tudo bem por vc discordar, é a sua opinião, e ela é importante, eu não fico incomodada. Pelo contrário, acho que trocar informações e opiniões é sempre válido.
t+
Boa noite vivi!
Bom tambem acho muito interessante discutir opnioes!Eu entendo perfeiamente o que voce está me falando mas como ja disse nao tenho confianca em genericos, nao é preconceito é apenas opniao,ou seja, acho legal uma farmaceutica assim que explica etc mas eu acredito na teoria do meu pai.
Cada médico é um médico e cada um tem a sua teoria, nao digo que os genericos nao façam efeitos não não é isso mas acredito que eles não façam o mesmo efeito que o original.
Ainda mas com o que aconteceu na minha família voçe não acha muita coincidência ela parar no hospital e depois que ela suspendeu o uso deles a crise passar?Voce não acha um pouco estranho?
Eu nao confio por própria experiência sabe...Eu nao vou usar genérico!
obrigado e desculpe pelo trabalho.
Olá Isabela!!!
Eu respeito muito a sua opinião e a do seu pai. Eu percebo no meu dia-a-dia que esse é um assunto um pouco polêmico para todos (pacientes/médicos/famacêuticos). Concordo com você quando vc diz que cada um é cada um, todos temos nossas convicções e agimos de acordo com o que acreditamos ou confiamos.
Aqui na minha cidade/região estamos super divididos: muitos médicos não prescrevem genéricos e não permitem a troca, mas também muitos outros prescrevem e indicam a troca. O mesmo acontece com os meus clientes, como eu já havia mencionado: muitos querem o genérico e outros não querem de jeito nenhum.
Também acho que vc tem um motivo para ficar com o pé atrás em relação aos medicamentos genéricos, logo acho justo vc não querer utilizá-los.
Eu continuo acreditando nos genéricos. Desde que eles surgiram através da Lei nº 9.787/1999 muita coisa mudou. Muitos laboratórios de medicamentos de referência aderiram a essa nova lei.
Ps. minha intenção não é fazer vc mudar de idéia, ou tentar te convencer de algo, mas sim tentar explicar o porquê de eu discordar da sua opinião.
Ps2. Espero que vc volte sempre ao meu blog, será sempre bem vinda!
Ps3. Poderia saber um pouquinho de vc? sua idade? o q vc faz? onde mora?
Boa noite e até +...
eu entendo a sua discordia!
bom eu tenho 23 anos e moro mato grosso do sul e vc onde mora?
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