segunda-feira, 2 de julho de 2007

Quando crescer vou ser... farmacêutico!



Como trabalha o profissional que trata de proteger e recuperar a saúde das pessoas?

Na certa, você já esteve alguns dias debaixo das cobertas, com febre alta, calafrios e um mal-estar danado! Lembra quando, entre um sonho e outro, alguém trazia aquele medicamento de gosto horrível? Aposto como naquelas horas você se perguntava quem seria capaz de fazer um daqueles. Bem, saiba agora que o farmacêutico é o responsável pela elaboração do remédio que cura o febrão da gente -- e pelo desafio de melhorar aquele sabor desagradável que conhecemos! Como profissional, ele trata de proteger e recuperar a saúde das pessoas. Vamos conhecê-lo melhor?

O farmacêutico surgiu por volta de 1240, quando, na Prússia, o Imperador Frederico II, separou a Farmácia -- ciência que ele estuda -- da Medicina. No Brasil, a profissão surgiu em 1832, 24 anos depois da chegada de Dom João VI e da família real. Antes, para ser farmacêutico era preciso ser médico. Talvez por isso, até hoje as pessoas confundam um pouco as duas profissões, o que é perigoso. Principalmente, porque não cabe ao farmacêutico receitar medicamentos, pois ele não é um especialista em doenças como o médico. Ao farmacêutico cabem muitas outras funções na área da saúde.

Pode-se encontrar este profissional em todas as etapas que envolvem a elaboração de um medicamento. Aliás, você sabe o que é um medicamento? É toda matéria de origem humana, animal, vegetal ou química que, depois de trabalhada em laboratório, possui a função de curar ou prevenir uma doença. O farmacêutico é aquele que extrai, por exemplo, a vitamina C dos alimentos - como a laranja -e a transforma nas cápsulas que tomamos quando estamos resfriados! Depois de elaborados, os medicamentos são classificados em função de suas propriedades: uns para dor de cabeça, outros para queimaduras etc. etc. etc. Finalmente, vão para as drogarias, onde há um farmacêutico de plantão cuidando para que as pessoas façam bom uso dos remédios. Em geral, não é a mesma pessoa que atua em todas as etapas. Cada farmacêutico escolhe a sua área de especialização, e, acredite, há muitas delas!

Ele pode estar ligado a indústria de alimentos. Nessa função, verifica a qualidade dos produtos, estabelece prazos de validade (aquelas datas que vemos nas embalagens) e cuida das condições de estocagem, isto é, faz de tudo para que os produtos não estraguem quando guardados. É nessa área que trabalha a farmacêutica Mirian Moura. Ela dá aulas práticas de controle de qualidade de alimentos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mirian sonhava em trabalhar num laboratório, como os cientistas! Contudo, "queria uma profissão que prestasse assistência na área de saúde -- complementa -- por isso escolhi Farmácia".

A professora lembra que o farmacêutico pode estar ligado a órgãos ou laboratórios de análises clínicas e toxicológicas. Ou seja, trabalhar em hospitais analisando o sangue das pessoas, ou até no Instituto Médico Legal (IML) -- local para onde vão os corpos, logo após a morte -- investigando se a pessoa faleceu por intoxicação e determinando o tipo. Também é de sua responsabilidade a produção e o controle de soros e vacinas. Ele pode ainda atuar na indústria de cosméticos. Afinal, xampu, sabonete e pasta de dente -- assim como os medicamentos -- são fruto de muita pesquisa e análise em laboratório.

"As áreas de atuação são tantas e tão interessantes que fica até difícil decidir o rumo da nossa vida profissional", diz a farmacêutica industrial Simone Padilha. Ela já foi farmacêutica responsável em uma drogaria e afirma que a importância dessa função está na proximidade do profissional com as pessoas. "Se alguém estiver comprando um antibiótico, por exemplo, o farmacêutico deve ajudá-lo a montar uma tabela com os horários, perguntar se ele toma outro medicamento e alertá-lo sobre alimentos que possam modificar o efeito do antibiótico", explica. Na época em que prestou vestibular, ela queria trabalhar com química, pensou melhor e parece ter acertado em cheio ao escolher a faculdade de Farmácia, "amo meu trabalho, amo minha profissão." Agora, imagine você se ela tivesse lido a CHC quando criança: não ia pensar em outra coisa na vida além de ser farmacêutica!

Ciência Hoje das Crianças 132, janeiro/fevereiro 2003
Maria Ganem,
Ciência Hoje/RJ
(retirado do site: cienciahoje.uol.com.br/view/2038)



Gostei tanto dessa matéria da Revista "Ciência Hoje das Crianças" que resolvi postar hoje aqui. Achei o texto muito interessante,o qual explica um pouquinho da minha profissão para as crianças.

Converse com o seu farmacêutico: o seu melhor amigo!

☆ViViAn\\(^_^)//

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