"A intenção da pesquisa foi checar os estabelecimentos farmacêuticos", argumenta Tarcísio Palhano. Em tempo: antes de aplicar a pesquisa, o farmacêutico foi aos Conselhos Regionais de Farmácia e de Medicina do Rio Grande do Norte aos quais falou da pesquisa e apresentou a receita simulada. Perguntou aos órgãos se havia algum impedimento ético em sua realização e recebeu destes a autorização para tal. "Os farmacêuticos das farmácias e drogarias pesquisadas erraram, porque não estavam presentes aos estabelecimentos, ou porque não checaram a receita (simulada), deixando passar uma estapafúrdia daquela", denunciou o Dr. Tarcísio Palhano Numa outra ocasião, Palhano levou algumas receitas que chegaram à farmácia do Hospital Universitário para que os próprios médicos e professores de Medicina as decifrassem, durante uma das aulas que ministrava sobre erros. Ninguém conseguiu. Os erros não ficaram resumidos às letras ininteligíveis. Outros erros tiveram origens diferentes, envolvendo a dispensação e a administração. Erros, ainda, quanto à escolha equivocada da dose e do próprio medicamento prescrito, relacionados a interações e incompatibilidades de importância clínica. "É preciso investir na formação dos alunos de Medicina, Farmácia e Enfermagem com conteúdos relativos ao medicamento, através de disciplinas como Farmacologia e Terapêutica", apelou o professor Palhano. Esperança - Mas há um fio de luz que aponta para mudanças nesse contexto e para uma esperança de melhoria. Quem traz a luz são os profissionais das três áreas envolvendo erros de medicação e que vêm se dedicando obsessivamente a estudar o fenômeno, com o objetivo de contribuir para um novo olhar sobre o problema.

Fonte Revista Farmácia Brasileira nº 49, 2005
Complemento
Decreto Federal 20.931 / 32:
- art. 15 " São deveres do médico: b) escrever as receitas por extenso, legivelmente, em vernáculo, nelas indicando o uso interno ou externo dos medicamentos, o nome e a residência do doente, bem como a própria residência ou consultório."
Lei 5991/75:
- art. 35 " Somente será aviada a receita: a) que estiver escrita a tinta, em vernáculo, por extenso e de modo legível, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais; b) que contiver o nome e o endereço residencial do paciente e, expressamente, o modo de usar a medicação; c) que contiver a data e a assinatura do profissional, endereço do consultório ou da residência, e o número de inscrição no respectivo Conselho profissional.
Código Civil Brasileiro:
- art. 1545 "Os médicos, cirurgiões, farmacêuticos, parteiras e dentistas são obrigados a satisfazer o dano, sempre que da imprudência, negligência ou imperícia, em atos profissionais, resultar morte, inabilitação de servir ou ferimento."
É certo que toda regra tem sua exceção, mas, a verdade é que a maioria dos médicos possui uma caligrafia bastante difícil de ser compreendida.
Teoricamente, quem consegue "decifrar" o que está escrito nas receitas médicas são os farmacêuticos e os balconistas. Mesmo sendo a parte mais interessada no assumo (pois é sua saúde que está em risco), o paciente quase sempre depende da boa vontade desses profissionais de farmácia, que, mais do que qualquer outro, precisam conhecer muito bem o que vendem. Além disso, essa é uma relação de consumo em que a confiança do paciente - no médico, no farmacêutico ou no balconista - e a responsabilidade desses mesmos profissionais são fundamentais.
(Retirado do site: http://www.netwise.com.br/lagoadaprata/robson/receita.html)

Muito boa essa pesquisa!!!
Resolvi postar ela, porque mesmo não sendo uma pesquisa muito recente, ela ainda é muito válida nos dias de hoje!
Afinal, muitas receitas continuam vindo ilegíveis e muitas delas há possibilidades de erro ou troca do medicamento.
Portanto, quando for ao seu médico peça a ele para escrever legível o nome do medicamento prescrito ou peça que ele leia a receita, assim você saberá qual o nome correto do seu medicamento. Pois a receita é um documento "seu", ou seja, do paciente. Já em relação ao farmacêutico, este não deverá hesitar em ligar ao médico em caso de dúvida na hora de dispensar a receita. Pois uma única letrinha trocada poderá mudar totalmente o nome do medicamento, o que poderá fazer mal a sua saúde.
Converse com o seu farmacêutico: o seu melhor amigo!

☆ViViAn\\(^_^)//









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