quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Assoprou, dançou

*Sandra Brasil


Medicamento tomado para driblar bafômetro não garante zero de álcool e ainda pode ter efeitos colaterais

Quem costumava beber e dirigir e agora tem receio de ser pego pela fiscalização mais rígida conta com duas opções:
1) não beber e dirigir;
2) procurar um jeito de burlar a lei.
Muita gente neste último grupo deve achar que seus problemas acabaram.
Circula na internet o nome de um comprimido milagroso que, em questão de minutos, deixaria o bêbado sóbrio o suficiente para enganar qualquer bafômetro em blitz de trânsito. O medicamento é o pidolato de piridoxina, vendido por 36 reais com o nome comercial de Metadoxil. Lançado no Brasil em setembro pelo laboratório italiano Baldacci, o remédio é um derivado da vitamina B6 que acelera o processamento do álcool pelo fígado, indicado para o tratamento de alcoólatras e de portadores de doenças hepáticas decorrentes do consumo excessivo de álcool. Beber e depois tomar um remédio para supostamente enganar o bafômetro é de uma estupidez fenomenal – e, pelo que dizem os especialistas, inútil. "Dependendo da quantidade ingerida e do metabolismo individual, o álcool leva entre três horas e meia e cinco horas para ser metabolizado. Com o Metadoxil, esse tempo pode ser reduzido para uma hora e quinze minutos. Mas não existe experiência nenhuma que demonstre que o remédio vai zerar o bafômetro", informa o diretor médico do Baldacci no Brasil, Ronaldo Abud. "E ele só deveria ser vendido nas farmácias com receita médica, o que não tem acontecido", acrescenta.

Mesmo o uso correto do Metadoxil ainda não tem unanimidade. Nos Estados Unidos, o laboratório não apresentou pedido ao FDA, o órgão que examina novos medicamentos. Como é freqüente com remédios novos, ainda existem poucos estudos sobre seus efeitos a longo prazo. "O Metadoxil está longe de ser um consenso na literatura médica inclusive para tratamento de dependentes do álcool", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeiras, professor da Universidade Federal de São Paulo. "Ele reduz um pouco os efeitos do álcool, mas não o suficiente para que a pessoa possa sair dirigindo tranqüilamente uma hora depois", alerta o médico André Malbergier, coordenador do Grupo de Estudos de Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. Nos dois meses seguintes à entrada em vigor da Lei Seca, em 20 de junho, o medo da multa de 957 reais, da cassação da habilitação por um ano e até da prisão levou a uma redução de 13,6% nos acidentes fatais de trânsito. No terceiro mês, a queda foi menor (balanço de três meses: menos 8%), principalmente porque a fiscalização diminuiu. Em Brasília, uma das raras cidades onde a atividade da polícia é intensa e acontece não só nos fins de semana, a mudança de comportamento aparece mais. "As mesas que antes eram ocupadas por um casal que bebia hoje têm quatro pessoas – três bebem e uma não", diz David Lechtig, dono de seis restaurantes na capital. E o não-bebedor já segue um padrão: "Tem sempre uma mulher que só fica no refrigerante".

O remédio que tem uso deturpado: só deveria ser usado para casos de alcoolismo e com receita médica.

(fonte: Revista VEJA Edição 2082 15 de outubro de 2008 - http://veja.abril.com.br/151008/p_094.shtml)


Resolvi postar duas matérias sobre o mesmo assunto, o qual na verdade está na moda ultimamente, pessoas tentando burlar a lei seca! Nessas matérias entra a automedicação!!! Assunto muito sério, uma vez que o medicamento usado para o fim desejado só deveria ser vendido com receita médica, ou seja, somente o médico poderia receitá-lo e ainda para tratamento específico (alcoolismo e algum tipo de doença hepática). Portanto, o uso desse medicamento para tentar enganar a lei não é uma idéia inteligente, uma vez que a pessoa acaba enganando a si mesmo, podendo prejudicar a sua saúde! Eu sou a favor da lei seca, porque com certeza álcool e dirigir não combinam!!! Dados já demonstram que tem diminuído a porcentagem de acidentes...Acho que toda idéia, lei, qualquer coisa que faça melhorar o bem-estar das pessoas já é válido!!! Ainda mais quando se trata da saúde!!! E embriaguez não é só ruim no trânsito, mas em qualquer lugar!!! Como no trânsito é necessária a atenção dobrada é nele que se concentra a maior obrigação. Não tem que dirigir mesmo!!! Outro fato é que não acho que vai diminuir muito o consumo de bebidas, por exemplo, eu e meu maridinho continuamos saindo e nos divertindo, ele continua tomando a sua cervejinha (que ele adora, hehehe), mas no final da noite sou eu quem dirijo (pois eu não bebo nadinha)...Entao, acho que cada um tem que ter consciência do seu limite, do que é certo e do que é errado...cada um deve fazer a sua parte da maneira correta!!! Temos que ter responsabilidade social!!! E tentar burlar a lei não é a solução, temos que nos adaptar a ela!!!

εїз ViViAn ★ Sbrussi /(",)\

2 comentários:

Camila disse...

Eu até acho que a lei seca é muito válida e concodo com você que beber e dirigir não combinam. Mas no Brasil isso é uma piada. É... Uma piada. Porque as leis contunuam tendo que ser seguidas, só que não por todos. Me revolta saber que não posso sair pra jantar, tomar duas taças de vinhos e voltar dirigindo pra casa, mas o filho de um embaixador pode se embreagar, provocar um acidente e ainda voltar pra casa como se ele o organismo dele fosse diferente do meu, só o meu acusaria a bebida.

Desculpa o desabafo, mas acordei com essa notícia hoje e isso não saiu da minhas cabeça, aí seu post serviu pra eu colocar isso pra fora.

Boa noite!
Beijinhos!!!

Vivian Sbrussi disse...

Boa Noite Camilinha!!!
com certeza vc tem razão...um dos problemas q acercam as leis é a sua fiscalização! Ela não é igual para todo mundo e isso não é legal...perante a lei somos todos iguais e então pq existem diferenças??? Gostaria de saber!!! Simplesmente os valores morais não existem mais!!! Para a lei ser cumprida tem que por fiscalização rigorosa e principalmente ética. Não é mesmo? Direitos e deveres iguais para todo mundo!!!

bjoooo