sexta-feira, 24 de abril de 2009

Abaixo a palavra impossível

Por Daniel C. Luz
“Se você fica dizendo que as coisas vão ficar ruins, tem boa chance de se tornar um profeta”
Isaac Bashevis Singer



Quando proferida alto, a palavra “IMPOSSÍVEL” é de efeito devastador no subconsciente. O pensamento se detém. As portas batem, fechadas. A pesquisa dá uma brecada. A experimentação posterior é torpedeada. Os projetos são abandonados. Os sonhos são descartados.

As mais brilhantes e as melhores células criativas do cérebro mergulham de ponta-cabeça, calam a boca, se ocultam, esfriam e se voltam para algum canto subterrâneo – escuro, mas seguro - da mente. Mediante esta manobra defensiva, o cérebro se agasalha contra o doloroso ferrão dos insultantes desapontamentos, das brutais e embaraçosas rejeições, das esperanças espatifadas.

Nos meus quinze anos como projetista fui torturado diversas vezes com essa palavra, por colegas e chefes insensíveis, até que resolvi execrá-la do meu vocabulário.

Deixemos, agora, que alguém diga as palavras mágicas:

Impossível? Pode crer que isto não está em meu dicionário. É porque “impossível” é uma palavra perigosa.
“Poderá ser possível! Não sei como, ou quando, mas pode ser possível!” Estas palavras arrebatadoras, como o apelo da sereia, de uma trombeta disciplinada, penetram no subconsciente, desafiando e chamando aqueles orgulhosos poderes para se apresentarem e se manifestarem. Sonhos sepultados são ressuscitados. Centelhas de entusiasmo novo palpitam, logo se transformando em novas chamas.

Movimentos bloqueados são ativados. Arquivos empoeirados são reabertos. As luzes se acendem de novo nos laboratórios de há muito obscuros. Os telefones começam a tocar. Os computadores são ligados. Novos orçamentos são revistos e aceitos. “Precisa-se de ajuda”: cartazes com estes dizeres são pendurados. As fábricas recebem novos equipamentos e são reabertas. Novos produtos aparecem. Abrem-se novos mercados. Termina a recessão. Uma grande nova era de aventura, experimentos, expansão e prosperidade nasceu!
Você diz: “mas, Daniel, você está fazendo apenas um jogo de palavras”. Respondo-lhe enfaticamente: “De jeito nenhum! Não estou manipulando palavras! Estou trabalhando contra as forças perigosas, irresponsáveis, destruidoras que são liberadas por observações aparentemente inteligentes e inocentes.”

O verdadeiro problema é a atitude. Deixe que alguém aceite o juízo de que alguma coisa é “impossível” e emergirá uma atitude negativa para com o progresso, o desenvolvimento e as soluções criativas. Não! Vamos riscar esta palavra de nosso vocabulário.

Impossível? A palavra tem o poder destruidor de uma bomba termonuclear emocional.

Impossível? Esta palavra é um punhal cravado no coração da criatividade.

Impossível? Esta palavra é uma barreira que caiu sobre a estrada do progresso.

Vamos desmascarar a palavra. Precisamos rotular corretamente estas impossibilidades. Mais honestamente, elas poderiam ser denominadas:

· Preconceitos
· Desafios
· Problemas a serem resolvidos
· Pontos cegos
· Fadiga
· Ignorância
· Medo
· Desculpas
· Problemas do Ego
· Preguiça


Dê a estas “impossibilidades” o verdadeiro nome delas: são cercas mentais obstinadas erguidas pela ignorância, apatia ou intolerância. Arranque a máscara destes “É IMPOSSÍVEL” e o que você achará? Uma percepção parcial que produz ilusão, que por sua vez gera confusão.

Uma vez que tenha se dado conta de que NÃO é impossível, então você estará livre para ver soluções. Então você poderá acreditar que existe um “MILAGRE” em todo canto. Você poderá reconhecer que uma curva na estrada não é o fim da estrada:
olhe para os lados! Vá em frente! Não desista!

Daniel C. Luz
Autor dos livros Insight1 e Insight2
DVS Editora

(fonte:
http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/colunas/031212_mtd_impossivel.htm)

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