terça-feira, 17 de novembro de 2009

O GRÃO DE FEIJÃO



Era um grão muito bonito que despertava elogios quando as pessoas o tomava nas mãos. Perguntavam o preço e se detinham com ele entre os dedos, apertando-o, cheirando-o e salivando.
O grãozinho ficava assustado se encolhendo como se desejasse desaparecer daquele saco tão grande onde milhares de outros grãos esperavam pelo seu destino. Apenas ele vivia triste e se perguntando:
- Meu Deus, o que será que farão comigo?! Se vendido, irei parar numa panela, talvez, ou quem sabe numa cova escura da terra para germinar e nascerem mais irmãozinhos meus. Que sorte esta minha!! Lamentava-se.
Os outros grãos tentavam consolá-lo mas ele recusava-se a admitir qualquer uma destas hipóteses.
Um dia, entrou no mercado uma mulher procurando por grãos de feijão preto. Ela trabalhava com artesanato e precisava deste tipo de feijão. Olhou e, de imediato viu o saco enorme cheio de feijão pretinho com grãos grandes, lustrosos e bonitos.
- É isto aqui que estou procurando, falou a mulher enquanto se dirigia para o saco de feijão, tomando um punhado de grãos nas suas mãos, sorrindo maravilhada.
- Quantos grãos lindos! dizia ela para o vendedor. Vou querer vinte quilos para fazer lindas peças de artesanato.
O homem satisfeito com a venda, colocou meio quilo a mais, como um agrado.
E não é que o grãozinho triste e preocupado foi no meio deles?!
A mulher fez lindas peças artesanais que foram enviadas ao exterior, e foi assim que o nosso grãozinho não foi parar na panela para matar a fome de alguém nem se tornou em uma planta vigorosa para dar muitos e muitos grãos. Simplesmente passou a viver num arranjo de uma peça de cerâmica, pintado e envernizado.
O grãozinho se parece muito com algumas pessoas que tentam de toda maneira fugir ao seu destino e acabam infelizes. Sim, porque as lágrimas do grãozinho que estava na peça artesanal eram tantas que aos poucos a pintura foi desbotando e a peça foi deixada ao abandono.


Devemos saber quem somos e qual a nossa destinação e aceitarmos aquilo para o qual fomos criados sem lamentações.




"Roubado lá do blog da minha amiga Soninha, do blog: http://bruxinhaalegre.blogspot.com/"


2 comentários:

Daniel Savio disse...

Há um diferença em ficar triste com o que o destino lhe proporciona e lutar para ter um destino melhor...

Fique com Deus, menina Vivian Sbrussi.
Um abraço.

Josy Nunes disse...

Oi,
Vi,
Nada acontece por acaso. Mas, podemos amenizar os acontecimentos, basta ter bons pensamentos e fazer o bem sem olhar a quem pois a lei da causa e efeito e como um bumerangue sempre volta pra nós.
Bjos no seu coração.