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sábado, 1 de maio de 2010

Vem aí...



O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu extinguir nesta quarta-feira (28) a patente do Viagra, remédio para o tratamento de disfunção erétil. A decisão vai possibilitar a produção do medicamento genérico a partir de 20 de junho deste ano. O julgamento foi interrompido em março devido a um pedido de vista do ministro Luis Felipe Salomão. O laboratório fabricante ainda pode recorrer da decisão do STJ.
(fonte: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/04/stj-derruba-patente-do-viagra.html)


Sem dúvida... uma ótima notícia! Ainda faltam muitos medicamentos que poderia acontecer o mesmo! Enquanto isso, vamos aguardandoooooo...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Tecnologia para rastreabilidade de medicamentos está definida



O código de barras bidimensional, também chamado Datamatrix, será a tecnologia usada para garantir a rastreabilidade dos medicamentos comercializados no Brasil. A definição consta da RDC 59, publicada nesta quarta-feira (25), que implanta o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos.

A tecnologia será a principal ferramenta para garantir a rastreabilidade desses produtos, ou seja, vai permitir recuperar informações históricas e geográficas sobre o caminho percorrido pelos medicamentos desde sua produção até a entrega ao consumidor.

Ao contrário do código de barras comum, que é visível e contém apenas um número, o bidimensional pode armazenar milhares de informações ao mesmo tempo, como números, letras e outros dados. Todas as informações vão estar reunidas no Identificador Único de Medicamento (IUM), que estará em cada unidade de medicamento comercializada e será impresso em etiquetas de segurança produzidas especificamente para esse fim.

Além de permitir uma gestão mais eficaz dos riscos na cadeia dos produtos farmacêuticos e dar ao consumidor a garantia de segurança, o código vai permitir identificar fontes de desvios de qualidade e reduzir os custos logísticos dos fabricantes.




sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Prevenir é o melhor remédio!


(fonte: net)

domingo, 19 de julho de 2009

Diferenças entre gripe comum e Influenza A (H1N1)

Segue o folheto com as principais diferenças entre a influenza (gripe) comum e a influenza A H1N1.

Vale ressaltar que nem sempre o comportamento é igual para todos, pois pode haver diferenças entre os pacientes.

(recebido por e-mail: Benvenuto Juliano Gazzi - DVIAS/8ª RS)

sábado, 20 de junho de 2009

Proibida a venda de formol


A medida foi adota tendo em vista o uso inadequado deste produto em procedimentos de estética. O formol vinha sendo utilizado indiscriminadamente em procedimentos popularmente conhecidos como “escova progressiva”, com a finalidade de alisar os cabelos acarretando sérios riscos à saúde. A adulteração de produtos cosméticos, com adição de formol, por exemplo, já é considerado crime hediondo pelo Código Penal Brasileiro.

Está proibida em todo o país a venda de formol em drogaria, farmácia, supermercado, armazém e empório, loja de conveniência e drugstore. De acordo com a RDC 36/09 aprovada pela Diretoria Colegida da Anvisa, o formol, ou formaldeído (solução a 37%), não pode estar disponível em nenhum destes estabelecimentos.

Os estabelecimentos abrangidos pela resolução terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para promover as adequações necessárias.


(fonte: http://www.crfmg.org.br/)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Que ótima notícia!!!

Anvisa vai incluir os antibióticos entre os medicamentos de uso controlado



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai incluir os antibióticos entre os medicamentos de uso controlado, com registro obrigatório de dados da receita, como forma de combater seu uso indiscriminado e resistência das bactérias às drogas. No Brasil, para alguns tipos de bactérias, em até 40% dos casos já há resistência a determinados antibióticos.

Nova regra veta celebridade em propaganda de remédio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 50% das prescrições mundiais de antibióticos são incorretas.

Para o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, a medida é consenso na diretoria do órgão e deverá ser implementada no segundo semestre deste ano. Para isso, bastará a inclusão dos antibióticos na portaria que estabelece as drogas sujeitas a controle especial, explicou. “Já há um consenso. As infecções comunitárias no Brasil estão crescendo porque há uma falta de regulamentação muito grande sobre os antibióticos”, admite Mello.

Atualmente os antibióticos só podem ser vendidos com receita, mas na prática isso não é cumprido, como demonstrou pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Farmácia de São Paulo. Com a inclusão dos antibióticos entre as drogas sujeitas a controle especial, a sistemática será igual à já adotada para o controle de psicotrópicos, por exemplo. Além de exigir a apresentação da receita, as farmácias serão obrigadas a recolher dados da prescrição e notificar a venda eletronicamente à Vigilância Sanitária.

A receita deverá ser carimbada, para evitar nova utilização, ou recolhida. As farmácias, então, ficarão obrigadas a repassar os dados à Vigilância Sanitária, que poderá saber, por exemplo, se determinado médico estaria exagerando nas receitas de um determinado produto para um mesmo paciente. Aquelas farmácias que não cumprirem as disposições estarão sujeitas a punições, como multas e até interdição do estabelecimento, já válidas hoje para quem não cumpre o controle exigido para outros remédios. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo". (Fonte: O Estado de São Paulo)

(FONTE: http://www.crfmg.org.br/)

(figura fonte: net)


***

Muito interessante essa matéria!!! Acho até que está demorando muito para isso acontecer! De uns tempos pra cá venho muito comentando sobre isso: como pode um classe de medicamentos tão importante não receber a devida atenção! Lógico que as más práticas na farmácia e na área médica vêem contribuem muito para o problema relacionado com os antibióticos, como a resistência microbiana. Mas isso tem que acabar! E logo!!! Com certeza um assunto muito sério que diz respeito à saúde mundial. Eu assino em baixo! =D

sábado, 9 de maio de 2009

Fique por dentro...

Vick-Vaporub


Vick Vaporub é uma pomada usada tradicionalmente no alívio dos sintomas de gripes e resfriados, em especial da obstrução nasal. É composta de produtos voláteis (mentol, cânfora e eucalipto), e promete a diminuição da congestão das vias nasais e sensação de alívio e frescor. Contudo, na prática, nem sempre esta é a realidade. A edição de Janeiro de 2009 publicou uma pesquisa sobre este produto incluindo o relato do caso de uma criança pequena que apresentou uma crise respiratória grave após o uso do vick.

O estudo foi realizado em furões – animais que têm características de anatomia e de células bem semelhantes às do ser humano. Os resultados da pesquisa demonstraram que o produto não exerce o efeito de alívio e, além disso, pode trazer conseqüências indesejáveis, à medida que seu forte odor pode realmente irritar as vias respiratórias, aumentando a produção de muco (catarro). Além disso, pode ocorrer edema (inchação), dificuldade em eliminar a secreção pelas vias inflamadas, piorando o problema.

Ou seja, Vick VapoRub pode causar irritação das vias respiratórias e aumentar a produção de muco em pessoas de qualquer idade, mas as consequências tendem a ser mais graves em crianças menores de 2 anos. Isto porque bebês e crianças pequenas têm vias respiratórias pequenas e estreitas. Assim, o aumento do muco e o edema estreitam ainda mais, diminuindo a passagem do ar, podendo ocasionar sintomas respiratórios graves.

Alérgicos (em qualquer idade) possuem vias respiratórias sensíveis, respondendo intensamente a fatores irritantes, como por exemplo, aos odores ativos. Como o Vick-vaporub tem cheiro ativo, pode provocar irritação, com piora dos sintomas nasais e até induzir tosse, falta de ar e crise de asma (ou bronquite).

Além disso, é sabido que o eucaliptol ou cineol, princípio ativo das folhas de Eucalyptus globulus, encontrado no eucalipto medicinal do Nordeste (Eucalyptus tereticornis) é uma substância sensibilizante. Quando passado na pele pode promover alergia na pele como por exemplo, dermatite de contato e urticária.

Conclusão: o ideal é usar qualquer remédio sempre com a orientação do médico.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Gripe Suína

Conheça a GRIPE SUÍNA, previna-se contra ela e oriente as pessoas.
Jaldo de Souza Santos
Presidente do Conselho Federal de Farmácia


I - CONTEXTO EPIDEMIOLÓGICO

Uma gripe de origem suína aparece como nova candidata a pandemia e causa apreensão pelo mundo. Tal apreensão ameaça degenerar em alarme, mas não há razões objetivas para tanto, nesta fase inicial de obtenção de informações sobre a doença, ainda pouco conhecida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública internacional, no sábado (25/04). Ontem (27/04), elevou o nível de alerta de 3 para 4, numa escala que vai até 6. Ainda assim, é cedo para traçar paralelos com a mais famosa das pandemias, a Gripe Espanhola (1916-1918), que vitimou cerca de 50 milhões de pessoas.

Epidemias de gripe surgem porque o vírus causador, o influenza, sofre mutações que o tornam mais transmissível e agressivo, ou facilitam a infecção entre espécies suscetíveis, como pássaros, porcos e humanos. Além disso, o crescimento exponencial das viagens de avião espalha doentes e portadores pelos continentes, multiplicando as oportunidades de contágio por todo o globo, em questão de dias.

A morbidade relacionada à gripe suína tende a ser alta, mas a letalidade é baixa (1% a 4%).


II – A DOENÇA

A gripe suína é uma doença respiratória aguda de porcos, altamente contagiosa, causada por um vírus influenza tipo A. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássico foi isolado, pela primeira vez, em um porco, em 1930.

Como todos os vírus de gripe, estes também mudam, constantemente. Os porcos podem ser infectados por vírus de gripes aviária e humana. Quando mais de um tipo de vírus contamina um porco, ao mesmo tempo, pode ocorrer uma mistura da carga genética dos vírus, dando origem a um novo vírus contendo os genes misturados.

Atualmente, há quatro classes principais de vírus de gripe suína do tipo A: H1N1, H1N2, H3N2 e H3N1. A crise atual é causada por um novo subtipo do vírus H1N1.


III - CONTÁGIO

Normalmente, esses vírus não infectam humanos. Entretanto, vez por outra, mutações no vírus permitem que eles contaminem pessoas. Na maioria das vezes, os contágios acontecem, quando há contato direto de humanos com porcos. Mas também já houve casos em que, após a transmissão inicial do porco para o homem, o vírus passou a circular de pessoa para pessoa. Foi o que aconteceu em Wisconsin, EUA, em 1988. Nestas situações, a transmissão ocorre como a gripe tradicional, pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas.

Consumir carne de porco não causa a doença. Ao cozinhar a carne a 70º C os vírus são completamente destruídos, impedindo qualquer contaminação.


IV – SINTOMAS DA DOENÇA

Os sintomas são normalmente similares aos da gripe comum e incluem febre, letargia, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com gripe suína também tiveram coriza, garganta seca, náusea, vômito e diarréia.


V – DIAGNÓSTICO

Segundo a OMS, os critérios de definição de caso suspeito é a febre repentina, superior a 38ºC, acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, dificuldade respiratória, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações; e ter como procedência o México ou as áreas afetadas nos Estados Unidos e no Canadá, nos últimos 10 dias.

Para identificar uma infecção por um vírus influenza do tipo A, é preciso analisar amostras respiratórias do paciente durante os primeiros quatro ou cinco dias da doença - quando uma pessoa infectada tem maior chance de propagar o vírus. Entretanto, algumas pessoas, especialmente crianças, podem manter o vírus presente por dez dias ou mais. A identificação do vírus é, então, feita em teste de laboratório.


VI – TRATAMENTO

Na maioria dos casos notificados de gripe suína, houve recuperação completa da saúde, sem necessidade de cuidado médico e sem o uso de medicamentos antivirais.

Alguns vírus influenza desenvolvem resistência aos antivirais, limitando a efetividade do tratamento. Os vírus da gripe suína detectados, recentemente, em pacientes infectados nos Estados Unidos, são sensíveis a oseltamivir e a zanamivir, mas resistentes a amantadina e remantadina.

Atualmente, as informações disponíveis são insuficientes para sustentar recomendações sobre o uso de antivirais no tratamento de infecção por gripe suína. Os médicos devem tomar decisões com base em avaliação clínica e epidemiológica, considerando os benefícios e riscos do tratamento para o paciente. Para combater a epidemia recentemente deflagrada, as autoridades sanitárias dos Estados Unidos e do México estão recomendando o uso de oseltamivir ou zanamivir para o tratamento da doença, com base no perfil de sensibilidade do vírus.

O tratamento com antiviral é mais eficaz, no começo da gripe suína, e pode ser ineficaz, se iniciado 48 horas após seu começo. Em indivíduos que tiveram contato com pessoas doentes, o antiviral apresenta boa eficácia como profilático.


VII – VACINAS

A vacina utilizada na Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe, que está sendo realizada, nesse momento, no Brasil, direcionada à população com mais de 60 anos, destina-se somente à proteção contra a influenza sazonal e não protege contra a influenza suína. A Campanha segue normalmente até o próximo dia 8 de maio.

No momento, somente há vacinas contra gripe suína para porcos, que são mais comumente afetados por esse tipo de vírus. Mas autoridades internacionais já anunciaram estar trabalhando numa versão humana da vacina.


VII – O QUE FAZER PARA EVITAR O CONTÁGIO DA GRIPE SUÍNA

-Cubra seu nariz e boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue no lixo o lenço após o uso. -Lave suas mãos constantemente com água e sabão, especialmente, depois de tossir ou espirrar. Produtos à base de álcool para limpar as mãos também são efetivos.
-Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se espalham deste modo.
-Evite contato próximo com pessoas doentes.
-Se você ficar doente, fique em casa e limite o contato com outras pessoas.


Outras informações na página especial sobre influenza suína no portal do Ministério da Saúde – www.saude.gov.br.

Fontes:

Ministério da Saúde. http://www.saude.gov.br
Organização Mundial da Saúde: http://www.who.int/
Centers for Disease Control (EUA): http://www.cdc.gov/

Autores: Emília Vitória, Rogério Hoefler, Carlos Vidotti e Jarbas Tomazoli

(fonte: www.cff.or.br)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Rivotril: por que o medicamento é o segundo mais vendido no país?

REPORTAGEM ÉPOCA

Alguma coisa estranha deve estar acontecendo quando um remédio contra a ansiedade – tarja preta, vendido apenas com retenção de receita – se torna o segundo medicamento mais consumido no Brasil. Esse remédio é o velho Rivotril, que tem 35 anos de mercado, mas nos últimos cinco escalou rapidamente o ranking dos mais vendidos até chegar ao segundo lugar. Em 2008, os brasileiros compraram nas farmácias 14 milhões de caixinhas do ansiolítico (o campeão de vendas é o anticoncepcional Microvlar, com 20 milhões de unidades).

O Rivotril bate remédios de uso corriqueiro, segundo o IMS Health, instituto que audita a indústria farmacêutica. Vende mais que a pomada contra assaduras Hipoglós, o analgésico Tylenol e outros produtos que os consumidores colocam na cestinha sem saber se algum dia vão usar.

O sucesso espetacular do Rivotril no Brasil não ocorre com outros medicamentos da mesma categoria. A classe dos tranquilizantes é a sétima mais vendida no país – vende menos que anticoncepcionais, analgésicos, antirreumáticos e outros tipos de remédio. A clara preferência pelo Rivotril é um fenômeno brasileiro, que não se repete em outros países.

A escalada desse ansiolítico na lista dos mais vendidos sugere que a população em sofrimento psíquico pode ser maior do que se imagina. Transtornos de ansiedade e depressão são comuns nas grandes cidades, castigadas pela violência, pelo trânsito e pelo desemprego. Mas a pesquisa São Paulo Megacity, uma parceria do Hospital das Clínicas de São Paulo com a Organização Mundial da Saúde, revela que cerca de 40% dos moradores da região metropolitana sofre de algum tipo de transtorno psiquiátrico. É um porcentual que os próprios psiquiatras consideram “assustador” – e que depõe frontalmente contra a imagem de “nação feliz” que os estrangeiros e nós mesmos, brasileiros, gostamos de cultuar.

O segundo problema que leva à indicação excessiva do Rivotril é a precariedade do atendimento de saúde brasileiro, sobretudo de saúde mental. Há falta de psiquiatras no país.

Consequentemente, as pessoas não recebem diagnóstico correto e não têm tratamento adequado de seus problemas. Quando o paciente chega ao consultório com enxaqueca, gastrite ou qualquer outra queixa que possa ter alguma relação com ansiedade, frequentemente ganha uma receita de Rivotril. “Os médicos fazem isso porque o remédio é barato (a caixinha mais cara custa R$ 13), antigo e seguro”, diz Luiz Alberto Hetem, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. “Mas ele pode mascarar quadros mais graves.” O ansiolítico acalma e atenua a ansiedade, mas os problemas subjacentes não são diagnosticados. “Grande parte das pessoas nem sequer sofre de ansiedade. A depressão é muito comum”, afirma a psiquiatra Mônica Magadouro. “Mas o atendimento é tão precário que nem se nota a diferença.”

O terceiro fator que contribui para a venda de Rivotril é o que o psicanalista Plínio Montagna chama de “glamorização do ato de medicar-se”. No passado havia preconceito contra os remédios psiquiátricos. Recentemente, houve uma guinada cultural e eles passaram a ser vistos como resposta a todos os problemas da existência. Os médicos (sobretudo os que não são psiquiatras) receitam remédios psiquiátricos com total desenvoltura. Da parte dos pacientes, também existe a expectativa de que isso aconteça.Todos têm pressa.

“Emoções normais e importantes para a mente, como tristeza ou ansiedade em situação de perigo, são eliminadas porque incomodam”, diz Montagna, que é presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Questões existenciais são tratadas como sintomas médico-psiquiátricos, com a colaboração de “uma avassaladora quantidade de dólares” gastos em publicidade pela indústria farmacêutica. “É frequente eu receber para tratamento pacientes com dosagens excessivas de medicação ou coquetéis de diversas substâncias, sem que os aspectos psicológicos tenham sido levados em consideração”, afirma o psicanalista, que também é formado em psiquiatria.

Por trás da precariedade do sistema de saúde e do modismo da medicação, existe a crescente incapacidade das pessoas – e dos médicos – em conviver com um dos sentimentos mais enraizados da psique humana, a ansiedade. Ela está lá desde os primórdios do homem, associada a temores e ameaças indefiníveis. Embora desagradável, é um dos motores da existência. Faz parte da nossa constituição evolutiva. “Ela é um estado de alerta, um estímulo para produzir. O contrário da ansiedade é a apatia”, diz o psicanalista Eduardo Boralli Rocha. Totalmente diferente dessa ansiedade benigna é a combinação explosiva de urgência, competição e sentimento de exclusão que caracteriza o nosso tempo.

“As pessoas sentem que em algum lugar está havendo uma festa para a qual elas não foram convidadas e têm de correr atrás”, diz Boralli. Sigmund Freud, o criador da psicanálise, dizia que a ansiedade era o sintoma de algo que não estava bem resolvido interiormente. Ele diferenciava entre a ansiedade produzida por uma situação externa real e aquela imaginada ou brutalmente amplificada por nossos medos interiores. A primeira não deveria ser medicada, mas ela tornou-se tão presente, tão avassaladora, que é isso que tem sido feito, em larga escala.

Um exemplo está na coleção de propagandas de ansiolíticos acumulada pelo professor Elisaldo Carlini, coordenador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo. São folhetos promocionais que os laboratórios deixam nos consultórios médicos. Um deles mostra uma mulher com um largo sorriso depois de tomar um remédio que corrigiu a ansiedade gerada por três bilhetes recebidos ao mesmo tempo: um do marido, avisando que chegará tarde para o jantar; outro do filho, dizendo que vai trazer o time de basquete para o lanche; e o terceiro da empregada, avisando que faltou ao trabalho porque foi a um posto de saúde. “Viver dá ansiedade, mas criou-se a cultura de que problemas cotidianos devem ser enfrentados com remédios”, diz Carlini. “As mulheres, principalmente, aprendem que precisam ser magrinhas e calminhas.”

Quando indicado segundo os melhores critérios, o Rivotril pode ser bastante útil no tratamento da ansiedade generalizada. O paciente vive angustiado, preocupado, nervoso.

Dorme mal, não se concentra e se irrita por qualquer coisa. Sozinho, no entanto, o remédio não resolve o problema. O tratamento depende também do uso de outros recursos, como antidepressivos, psicoterapia e atividade física. O mesmo vale para o tratamento de outros transtornos, como síndrome do pânico, fobias e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Enquanto os antidepressivos demoram cerca de duas semanas para começar a agir, o Rivotril age rápido, assim como outros ansiolíticos (Lexotan, Valium, Frontal etc.). A função desses remédios é ser uma ponte temporária até o início da ação dos antidepressivos. Ou um apoio. A síndrome do pânico, por exemplo, é tratada com antidepressivos. Quando o paciente enfrenta situações que podem provocar recaídas, é comum que o médico recomende que tenha o Rivotril sempre à mão.

Esses remédios, no entanto, não devem ser usados por muito tempo e sem rigoroso acompanhamento médico. Eles podem causar dependência. Há pessoas que desenvolvem dependência em cinco anos. Outras se viciam em menos de 30 dias. Podem ocorrer crises de abstinência com a interrupção da droga. Os sintomas mais comuns são insônia, irritabilidade excessiva e tremores. Não há dose segura contra o vício. “Rivotril não deve ser remédio de uso contínuo. Deve ser reservado para as crises agudas e usado por no máximo seis semanas”, diz o psiquiatra Joel Rennó Jr., coordenador do Projeto de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Na prática, muitos pacientes recebem a receita de Rivotril e passam meses sem ser vistos por um médico. Quando voltam a consultar um profissional de qualquer especialidade, dizem que o anterior receitou o remédio e se sentiram bem. Acabam saindo do consultório com uma nova receita.

A professora gaúcha Carmen Paula Pinto, de 40 anos, toma Rivotril há cinco, como parte do tratamento de transtorno bipolar. Reclama de efeitos colaterais como sonolência e boca seca. Mas o que mais a incomoda é o enfraquecimento da memória. “Quando leio um livro, muitas vezes tenho de voltar à mesma frase, ao mesmo parágrafo. Uma vez até cheguei a esquecer o que havia almoçado”, diz. Há três anos, decidiu parar de tomar o remédio por conta própria. Sentiu sintomas de abstinência, como tontura e falta de equilíbrio. Depois de alguns meses, decidiu voltar ao remédio. “Estou conformada em ter de depender do remédio por um bom tempo ou até para sempre.”

Carmen é acompanhada por um psiquiatra e compra o remédio de acordo com a orientação dele. Uma parcela dos consumidores chega ao remédio por meio de outros expedientes. “Muita gente consegue adquirir ansiolítico pela internet ou compra receitas em consultórios de quinta categoria”, afirma Rennó Jr. Em uma das pesquisas coordenadas por Elisaldo Carlini, do Cebrid, descobriu-se que um único médico fez mais de 7 mil prescrições de ansiolítico por ano. Houve casos também de falsificação dos receituários. As receitas que ficavam retidas nas farmácias continham o mesmo número de série ou o CRM de médicos mortos ou inexistentes. Formas ilícitas de acesso ao remédio alimentam o uso recreativo de Rivotril. Ele virou um clássico nas baladas entre jovens que o misturam com ecstasy ou álcool. Há várias comunidades no site de relacionamento Orkut criadas por usuários dessa combinação. O Rivotril potencializa a função do álcool. Em doses excessivas, a mistura pode levar ao coma. Há outro tipo de uso, associado ao ecstasy e à cocaína, drogas que deixam as pessoas ansiosas. Elas tomam Rivotril para tentar neutralizar esse efeito. Segundo os especialistas, não adianta.

Por trás do crescimento das vendas do Rivotril há uma história de marketing que merece ser contada. Até 1999, o remédio era promovido entre os médicos apenas como um anticonvulsivante. Era um mercado restrito. Nos últimos anos, surgiram estudos que comprovaram que ele funcionava contra a ansiedade. O fabricante passou a divulgar essa aplicação entre psiquiatras, cardiologistas, neurologistas, geriatras etc. “O sucesso do Rivotril é decorrência do aumento dos casos de transtornos psiquiátricos e do perfil único do nosso produto: ele é seguro, eficaz e muito barato”, diz Carlos Simões, gerente da área de produtos de neurociência e dermatologia da Roche. “E o baixo preço protege o produto.” O Rivotril é 600% mais barato que o seu principal concorrente, o Frontal, da Pfizer. Outra característica ajuda a explicar por que ele vende tanto. É o único de sua categoria disponível também na apresentação sublingual – gotas que agem rápido se colocadas embaixo da língua.

Na casa da aposentada Ecleide Moreira Rodrigues, de 60 anos, não pode faltar Rivotril. Ele é usado com duas finalidades distintas: o filho de Ecleide sofre de epilepsia e não fica sem o remédio. Há um ano, ela também virou adepta do medicamento. Não consegue dormir sem ele. Descobriu que a causa da insônia era estresse e depressão. Chegou a fazer psicoterapia e percebeu que passou a dormir melhor. Mas parou antes de receber alta. “Por relaxo”, diz ela. Em casos como o de Ecleide, a psicoterapia pode dar ótimos resultados. Mas não costuma ser um percurso fácil. Para vencer a ansiedade não basta recorrer a umas gotinhas de Rivotril a cada crise. É preciso reorganizar a vida.

A escalada do ansiolítico no Brasil

Em dez anos, o Rivotril galgou a lista dos campeões

1998

O Rivotril nem aparecia entre os dez mais vendidos
1 - Cataflam (analgésico e anti-inflamatório)
2 - Novalgina (analgésico e antitérmico)
3 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
4 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
5 - Voltaren (antirreumático, anti-inflamatório e analgésico)
6 - Lexotan (ansiolítico)
7 - Redoxon (vitamina C)
8 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
9 - Sorine (descongestionante nasal)
10 - Vick Vaporub (unguento descongestionante)
2004

Ele conquista o sexto lugar no ranking
1 – Microvlar (anticoncepcional)
2 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
3 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
4 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
5 - Novalgina (analgésico e antitérmico)
6 - RIVOTRIL (ansiolítico e anticonvulsivante)
7 - Tylenol (analgésico e antitérmico)
8 - Cataflam (analgésico e anti-inflamatório)
9 - Neovlar (anticoncepcional)
10 - Luftal (antigases)

2008

O Rivotril é o segundo mais vendido
1 - Microvlar (anticoncepcional)
2 - RIVOTRIL (ansiolítico e anticonvulsivante)
3 - Puran T4 (hormônio tireoidiano)
4 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
5 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
6 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
7 - Salonpas (analgésico e anti-inflamatório)
8 - Tylenol (analgésico e antitérmico)
9 - Novalgina (analgésico e anti-inflamatório)
10 - Ciclo 21 (anticoncepcional )

Os riscos da tranquilidade em comprimidos

Os efeitos dos ansiolíticos mais vendidos, conhecidos como benzodiazepínicos

O QUE ELES FAZEM?
Inibem algumas funções do sistema nervoso, causando relaxamento muscular, sonolência e diminuição da ansiedade

PARA QUE SERVEM?
Estimulam a ação de um ácido (conhecido como gaba) no cérebro. Ele inibe a ativação de áreas relacionadas ao medo e à ansiedade

QUANDO DEVEM SER USADOS?
Com outros remédios, são indicados para tratar vários transtornos mentais. Não são recomendados para aplacar tensões do cotidiano

QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS?
Sonolência excessiva e diminuição da coordenação motora. Podem ocorrer dificuldades no processo da aprendizagem e da memorização

CAUSAM DEPENDÊNCIA?
Sim. Algumas pessoas desenvolvem dependência em cinco anos. Outras se viciam em menos de 30 dias. Podem ocorrer crises de abstinência

COMO EVITAR A DEPENDÊNCIA?
Não há dose segura contra o vício. Quanto menor a dose, menor a probabilidade de o paciente desenvolver dependência


(fonte: www.crfmg.org.br)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Nova proteção solar

Cientistas brasileiros descobrem uso de composto capaz de absorver luz ultravioleta sem provocar efeitos colaterais lesivos nas células.


Princípio ativo, cuja patente já foi depositada, poderá ser aplicado no desenvolvimento de protetores solares mais eficazes

Fábio de Castro escreve para a “Agência Fapesp”:
Ao estudar as propriedades fotoquímicas e antioxidantes das fenotiazinas, um grupo de pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) descobriu que esses compostos orgânicos são capazes de absorver a luz ultravioleta, mantendo-se estáveis e sem atacar as células.

Os cientistas já depositaram a patente do princípio ativo, que poderá ser usado no desenvolvimento de protetores solares mais seguros.

A pesquisa foi coordenada por Iseli Lourenço Nantes e Tiago Rodrigues, ambos professores do Centro Interdisciplinar de Investigação Bioquímica da UMC. De acordo com Iseli, o princípio ativo patenteado tem vantagens em relação aos mais utilizados nos protetores solares atuais, como o dióxido de titânio e a banzofenona.

“Pouca gente sabe, mas esses compostos, embora absorvam bem a luz ultravioleta, bloqueando seus efeitos nocivos, energizam o oxigênio do meio, provocando uma ação lesiva colateral. A molécula que utilizamos nas pesquisas não apresenta esse efeito”, disse Iseli.

Segundo ela, quando absorvem os raios ultravioleta, os compostos convencionais ficam em estado energizado por alguns bilionésimos de segundo e, em seguida, transmitem essa energia para o tecido, causando uma ação oxidante. “O nosso composto absorve a luz, mas tem baixa capacidade de transferir a energia ao oxigênio”, explicou.

A descoberta teve origem com o pós-doutorado de Rodrigues, em 2003, realizado com apoio da Fapesp. A partir de então, o grupo começou a investigar as propriedades fotoquímicas das fenotiazinas, dando início, em 2005, a um projeto de pesquisa sobre o tema, apoiado pela Fapesp na modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular.

“Não conhecíamos essa propriedade fotoprotetora da molécula. O objetivo era investigar os efeitos das fenotiazinas fotoexcitadas sobre uma proteína. Esperávamos que a fotoexcitação causasse dano na proteína”, disse Iseli.

Os cientistas submeteram a proteína à fenotiazina e à irradiação luminosa. Como controle, a proteína foi irradiada também sem a droga. “Constatamos que, conforme o esperado, havia dano à proteína na ausência da droga. Mas imaginávamos que, com a droga, o dano seria exacerbado e ficamos surpresos quando vimos que, ao contrário, ele era amenizado”, explicou.

Patentes

Durante o processo de registro nacional da patente do princípio ativo, os pesquisadores continuaram trabalhando no projeto e, segundo eles, conseguiram um composto derivado ainda mais eficiente do que o da proposta inicial.

“Conseguimos fazer a tempo a modificação no texto do projeto de patente e recebemos o registro no fim de 2008. Até maio, teremos iniciado o processo de pedido de patente internacional”, contou a pesquisadora. O processo de registro de patentes tem apoio do Programa de Apoio à Propriedade Intelectual (PAPI) da Fapesp.

O próximo passo é aprofundar os estudos sobre os efeitos do composto nas células, a fim de comprovar a ausência de efeitos lesivos colaterais. “Estamos trabalhando com esses efeitos atualmente e, para nossa surpresa, os estudos estão mostrando que a substância apresenta, em paralelo, uma ação protetora antioxidante”, disse Iseli.

Quando todos os estudos in vitro forem concluídos, os cientistas darão início aos testes biológicos, em frações celulares. Em uma etapa posterior, serão conduzidos testes em animais de pequeno porte e, posteriormente, em seres humanos.

“Esse processo deverá levar entre cinco e dez anos. Quando todos os testes clínicos forem feitos, vamos buscar uma empresa farmacêutica interessada em comercializar o produto”, apontou.

A pesquisadora destaca que o estudo teve uma importante participação de pós-graduandos e estudantes bolsistas do Programa de Iniciação Científica da UMC, em especial da mestranda em biotecnologia Carolina Gregorutti dos Santos, que divide a titularidade da patente com Iseli e Rodrigues. (Agência Fapesp, 13/2)

(fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Experiência faz gafanhoto inofensivo virar uma praga

Injeção de serotonina fez insetos reclusos se unirem em enxame devastador.

Estudo explica como animal muda de comportamento na natureza para ir atrás de comida; descoberta pode ajudar a criar novo pesticida



Ricardo Bonalume Neto escreve para a “Folha de SP”:
De médico e de monstro todo gafanhoto tem um pouco. Esse poderia ser o título de um estudo que acaba de revelar como uma espécie inofensiva e reclusa deste inseto pode se transformar numa praga devastadora.

Biólogos revelaram que a serotonina -a mesma substância cuja falta no cérebro humano pode levar à depressão- faz os gafanhotos mudarem de visual e comportamento.

O gafanhoto-do-deserto (Schistocerca gregaria) é uma praga capaz de causar graves perdas na agricultura na Ásia, África e Austrália. Mais conhecido como uma das pragas bíblicas lançadas contra o Egito, seus enxames podem ter bilhões de insetos. E 20% do mundo é vulnerável à praga, segundo Stephen Rogers, biólogo da Universidade de Cambridge e um dos autores do estudo, publicado na edição de hoje da revista científica "Science". Normalmente, o gafanhoto vive isolado. Mas, quando chove e a vegetação cresce, ele se reproduz e aumenta a sua densidade. Ele passa a se tornar gregário.

Pesquisas anteriores tinham mostrado que estímulos físicos causam a mudança -cheiro, visão e toque de outros gafanhotos. Em dado momento, o comportamento gregário agrupa um enxame migratório em busca de comida.

O novo estudo demonstrou que os insetos operando no "modo gregário" tinham cerca de três vezes mais serotonina no sistema nervoso do que aqueles em "modo solitário". "A serotonina é encontrada em todo o reino animal, no qual um dos seus papéis é alterar o modo com que as células nervosas se comunicam", disse Rogers à Folha. "Muitas vezes, ela atua no contexto de alterar o modo como os animais respondem a estímulos vindos de outros animais." Em várias espécies, ela regula a agressividade. Em humanos, a sensação de bem-estar ou depressão. "Nos gafanhotos, foi cooptada para produzir a mudança de comportamento que precede a formação do enxame", diz Rogers.

Poção mágica

O neurotransmissor tem no gafanhoto um efeito como o da famosa poção tomada pelo bondoso médico Henry Jekyll, transformando-o no maligno Sr. Edward Hyde, do clássico romance do escocês Robert Louis Stevenson (1850-1894).

Assim como no livro "O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde", se suspeitava que os dois fossem pessoas diferentes. Só em 1921 que foi provado que o gafanhoto verde-solitário e o amarelo-gregário eram a mesma espécie.

A serotonina faz o bicho pacato enveredar pela formação de quadrilha. Andar em bando tem suas vantagens. "Um enxame acontece quando os gafanhotos têm que se mover para fora de uma área que não mais é capaz de suportá-los e achar comida em outra parte. Sendo móveis eles são mais conspícuos, mas os números dão segurança", diz Rogers. "Se você está sozinho e um predador o detecta, você é o alvo. Se você faz parte de um grupo, você é apenas um alvo possível entre muitos".

Em "modo enxame", o gafanhoto pode comer o equivalente ao seu peso em um dia. O enxame pode voar 100 km entre cinco e oito horas, devastando o que encontra pelo caminho.

O biólogo alemão Paul Stevenson, que comenta a descoberta em outro artigo, diz que o estudo de Rogers ajudará a criar um método de controle da praga, mas não será fácil. Para impedir a formação de enxames, drogas antisserotonina teriam de ser aplicadas em grandes extensões de habitat do gafanhoto solitário e conseguir penetrar o corpo do inseto.(Folha de SP, 30/1)

(fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/servico.jsp)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Oceano que leva ferro ajuda a combater o aquecimento global

Presença de ferro na água ajuda fitoplâncton a reter carbono da atmosfera. Mas, por alguma razão, enriquecimento artificial não funciona tão bem.

Salvador Nogueira escreve para o “G1”:
Você quase consegue ver o fitoplâncton - pai falando para o filhinho: "toma essa aguinha pra ficar forte, filho, que ela tem ferro". Pois é, aquele papo que mamãe usava para nos empurrar o feijão goela abaixo também funciona com essas criaturas marinhas. E a vantagem adicional: isso pode, no futuro, ajudar a combater o aquecimento global.

Um grupo de pesquisadores liderados por Raymond Pollard, do Centro Nacional de Oceanografia de Southampton, no Reino Unido, acaba de demonstrar que regiões do oceano mais ricas em ferro e que tenham quantidade suficiente de nutrientes encorajam a proliferação de fitoplâncton. Essas criaturas unicelulares, por sua vez, podem ajudar a absorver o carbono da atmosfera e armazená-lo nas profundezas do oceano -- aliviando parte do que os seres humanos emitem com suas atividades industriais.

Os resultados do experimento, denominado Crozex e conduzido nas proximidades da Antártida, estão na edição desta semana da revista científica britânica "Nature". Pela primeira vez, os cientistas conseguiram quantificar com alguma certeza o aumento da absorção do carbono por conta desse fenômeno.

Eles demonstraram que uma região naturalmente enriquecida em ferro abriga três vezes mais carbono atmosférico do que uma sem o elemento. Entretanto, também encontraram uma dificuldade para a futura exploração do mecanismo: por alguma razão, por ora ainda não totalmente esclarecida, a tentativa de "enriquecer" o oceano artificialmente com ferro não produz o mesmo sucesso do que um enriquecimento natural.

Além disso, eles apontam que os números, embora positivos, ainda ficam muito aquém das estimativas dos "geo-engenheiros", que propunham usar o fenômeno para tentar reduzir os efeitos da mudança climática. Segundo o grupo, seus números têm "implicações significativas" para idéias como essa, de enriquecer os oceanos com ferro. Não chegam a ser impeditivos, mas sugerem que será preciso aprender muito mais sobre o que acontece e como manipulá-lo até que a coisa se torne praticável.(G1, 29/1)



(fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/servico.jsp)

sábado, 7 de julho de 2007

Aconteceu...

...será que pode???

Médico encontra ninho com duas aranhas no ouvido de um menino



Jesse Courtney, um menino americano de 9 anos de idade, foi levado ao médico no Oregon (Estados Unidos) queixando-se de fortes dores no ouvido. O médico, ao examiná-lo, ficou espantado com o seu próprio diagnóstico: duas aranhas estavam morando dentro do ouvido esquerdo do menino.

O médico, David Irvine, fez então uma lavagem no local. A primeira aranha foi arrastada para fora já morta. A segunda saiu viva.

A mãe do menino, Diane Courtney, disse que ele se queixava várias vezes de estalos no ouvido. "Eram elas andando no meu tímpano", diverte-se o pequeno Jesse.

As aranhas não eram estranhas para Jesse. Ele ganhara-as de presente. Eram praticamente os seus bichinhos de estimação. Levava-as para a escola e a sua mãe chegou a levá-las para o trabalho.. "Foi interessante, quer dizer, duas aranhas na minha orelha... O que vai acontecer agora?", pergunta Jesse, ansioso para adquirir algum super poder como o homem aranha.

(Retirado do site: mag_sousa.blogs.sapo.pt/2007/06/15/)